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Evidentemente, Israel não pode ver com bons olhosos governos que se manifestem em apoio às pretensões do Irã.Inclusive os governos sul-americanos que o façam, por pequeno que seja o seu efetivo peso internacional ─ e, visto o Brasil de certo prisma, “pequeno” será força de expressão. Assim sendo, Israelnão poderá estar contente com o que Lula da Silva e seus assessores vêm tentando promover. Evidentemente. E compreendemos isso perfeitamente. No entanto, como a umarecente declaração de Moshé Yaalon, vice-primeiro-ministro encarregado de Assuntos Estratégicos de Israel (literalmente:"Àqueles que pedem que seja criada uma comissão internacional de investigação precisamos responder que Israel é um Estado democrático independente e não uma república das bananas" - vem, agora, somar-se o vídeo de um programa humorístico da tevê israelense, traduzido ao português e divulgado pelo youtube[1], em queos excessos de Lula da Silva são criticados, ser-nos-á lícitodesconfiar de que devemos atribuirintenção à declaração feita pela autoridade israelense e vinculá-la à intenção das imagens exibidas no vídeo. E nos será lícito também desconfiar de que há umagente por aí que, de tão perturbada em seus interesses e objetivos, considera-se no "direito" de se manifestar de maneira absolutamenteinadequada e insensata. Ou seja, uma gente que extrapola presumidas conveniências de maneira inconseqüente. Esse "direito" ninguémterá. E quem supuser que o tem, não tem juízo. Ainda mais se estiver, inequivocamente, necessitando de apoio internacional, tal como é a atual situação, vulnerável ao extremo, de Israel. Que estará, exatamente, essa genteconfusa pretendendo nos dizer, a nós, brasileiros? A declaração e o vídeopretendem ser"humor"? Só se for humor negro, e de 3ª categoria.
Criticar atitudespolíticas estúpidasé um dever. E a qualquer um será permitido. Um boçal, por mais insignificante que seja, será capaz de provocarhecatombes nacionais e mundiais. E, embora nem apelar àchacota para fazer críticas aum boçalqualquer acrescente a essascríticas argumentos consideráveis, nem chacota alguma devaser levada asério, fazer chacota será permitido, também. E poderá até nos parecer divertido. Mas para tudo háum limite, limite que separa o sério do ridículo, a tolerância da estupidez, e a sensatez da insanidade. Assistira um programa produzido em país estrangeiro que exiba aBANDEIRABRASILEIRA comopano de fundo deum quadrohumorísticoque tende ao deboche e não considerarisso absolutamente inadmissível, um insulto gratuito, uma agressão descabida, seráaceitarde bom grado umatestadoouum carimbo na testa quequalifique o portador como estúpido, insano e ridículo perante o mundo. Estarátoda essagente tão confusa, apenas por pura ignorância, confundindo também o Governo de Lula da Silva com o ESTADO BRASILEIRO como só os ignorantes são capazes de fazer? É preciso definir, isso. Porque uma Bandeira é o símbolo de um ESTADO, nunca de um Governo. E porque, se um (suponho) brasileiro que se declara "judeu, descendente de avós que perderam pais e irmãos no Holocausto nazista", declara também que "não é possível distinguir o Estado judeu dos judeus"[2], por certo haverá judeus perfeitamente capazes decompreenderque não há como distinguir o ESTADO brasileiro dos brasileiros todos.Ou o que pode serbom e válido para uns não será válido e bom para outros tantos, que seriam"diferentes"? Já estamos meio crescidinhos demais para continuar acreditando em empoeiradas histórias da carochinha... Não? É preciso também compreender queprocurar bem avaliar e ponderar os fatos, porque fazer isso nos é necessário, não se confunde em hipótese alguma com tomar partido incondicional por uma das forças neles envolvidas e entrar na “torcida” como se uma guerra latente fosse a concentração paraum jogo de futebol. Respeito é muito bom; e eu, brasileira com muita honra e muito orgulho porque sei que os posso ter, não só gosto de respeito como o exijo. Mas não só eu gostareide respeito, é claro. Se todo mundo gosta, seriabomtambém que quem sempre se destacou por considerar-se como sendo dono de verdades eternas e absolutasfosse mais de manso, ficasse mais na sua, não se assanhasse mais do que podee deve, e não aprontasseoutra peçainfeliz parecida com essas duas que pudemosver. Que fosse brincar com seus brinquedos e fazerdesordem no seu próprio quintal. Aqui, não! Esta nossa terraaqui anda parecendo que não tem, mas tem, sim, dono. Qualquer dia desses, ele dará o ar de sua graça, tal como já pôde fazer. Pois é. Se todos se conformassem com seguir estritamente os protocolos, não só os estrangeiros não nos pareceriam tão mal-educados, tão antipáticos e tão prepotentes, como nossos governantes também assimnão lhes pareceriam; não sóo mundo seria bem mais elegante como poderia ser evitada pelo menos a metade das asnices que cobrem esse nosso céu de anilcomo uma nuvem espessa e escura, impedindoque o sol beije a nossa terra dita tão amada... tão idolatrada... Quando será que algumdiscernimentose manifestaráem algum lugar deste mundopara que possamos acreditarque a inteligênciapossa ainda existir apesar de andar hoje em dia tão sumida? Equejericoinconseqüentepoderia tertidoa maldita idéia desugerir quealguém usea grosseriadescabida desse vídeo israelense como peça de campanha em nossaseleições presidenciais? Nessa confusão toda, não há como saberquem vem sendo orientado e quem orienta. Mas seja descendente de judeus ou qualquer-coisa-descendente, sealguémjá utiliza ou considera a utilização desse vídeo estúpido ou de coisa parecida como peça de campanha de algum candidato pelo qual tenha, pelo motivo que for, especial predileção, estará oferecendo prova cabal de que esse candidato nadatem, de fato, a nos dizer; e demonstrará apenas o que pensa de nós, nós-brasileiros-todos, igualando-se aos adeptos de Lula da Silva na exata dimensãoda ignorânciae da irresponsabilidade, e na exata profundidadedo mal que se pretende fazera nosso País. [1] http://www.youtube.com/watch?v=qp8pMmkHqU8 [2] http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/745365-odio-a-israel-ameaca-palestinos.shtml |
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